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domingo, 12 de outubro de 2008

Debate em debate...

Vi o debate eleitoral promovido pela Band na noite de ontem. Finalmente, já que esse foi o primeiro programa do gênero produzido por uma emissora de TV nessa eleição...
Não vou me estender no assunto, mas fiquei com a clara impressão de que, se por um lado, um dos candidatos é apoiado pelo atual prefeito da cidade*; espantosamente, é o adversário que parece ter encarnado todo o gestual e a oratória do atual alcaide.
Estranho...
PS.: O * serve pra lembrar que, sim, essa cidade, por incrível que pareça, teve um prefeito ao longo dos últimos quatro anos...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A eleição segundo a turma dos óculos escuros...

A turma do CQC se superou na edição de hoje! Dedicado ás eleições municipais, o programa arrancou belas gargalhadas ao ficar na cola de candidatos e celebridades do Rio e de São Paulo. De Lula a Sílvio Santos, de Roberto Carlos a Chico Buarque, passando por Caetano Veloso e Sérgio Mallandro; o leque de entrevistados foi farto e os repórteres, pra variar, estavam inspiradíssimos!
Só achei boboca - e longa - a simulação de treinamento a la Tropa de Elite. Não precisava...
Mas, ainda assim, foi um programão!!!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sobre o (polêmico) novo astro das madrugadas da Band...

Outro dia, zapeando pela TV aberta, eu me deparei com um homem gritando na tela da Band. Era um senhor, de terno e gravata, berrando num palco, cercado de telões. Como não tardou para ele falar em Jesus, logo liguei o nome à pessoa: era o pastor Silas Malafaia.
O gerador de caracteres informou que o programa tinha sido gravado em Porto Alegre. Era noite e chovia, e mais intrigado ainda fiquei diante da força do orador, que colocou os gaúchos pra orar no frio, sob a chuva. E todos pareciam bem empolgados, apesar do clima adverso.
Juro: fiquei espantado! Primeiro, com os tons altíssimos alcançados pela voz do pastor. Aliás, diga-se de passagem, nesses momentos de mais furor evangelizador, o culto ganha até ares de comédia! Juro que ouvi muita gente rindo no meio da pregação. E não era pra menos: a voz estridente do pastor soa mesmo muito engraçada!
Silas Malafaia é arrendatário das madrugadas da Band. Aliás, alguém sabe se a programação evangélica vai ao ar depois do lendário Cine Privê, aos sábados? Se for, taí mais uma piada pronta!!!
O pastor é polêmico e eu descobri isso pesquisando no YouTube e no Orkut. Nesse vídeo aqui, por exemplo, ele defende o direito de se expressar contra a homossexualidade.
Mas o pastor, minha gente, é um figurão! No Orkut, são várias as comunidades dedicadas a ele. Algumas, beirando os 100.000 integrantes. Confesso: fiquei com medo de uma que prega "Silas Malafaia para presidente". Só relaxei depois de ver que são menos de 1.000 os entusiastas da idéia...
Com pouco mais de 780 membros, outra comunidade atesta que o pastor ficou meio esquisitão sem bigode. Mas os seguidores fazem uma ressalva: "a unção do Senhor continua nele". Com ou sem unção, o fórum tem um tópico bem interessante, pedindo pela ressurreição do polêmico bigode do pastor...
Cerca de 370 pessoas se agruparam em outra comunidade. Anunciam apoio a Silas Malafaia, e se justificam: "abominam o homossexualismo, e não o homossexual".
No terreno democrático do Orkut, há também a surpreendente: "No inferno com Silas Malafaia", que reúne cerca de 90 integrantes "descontentes com os métodos de evangelização" do pastor.
Sem falar nas várias comunidades que sugerem que a Globo contrate o pastor. Ou que, ao menos, Jô Soares leve o polêmico evangelizador ao seu talk-show.
Não tenho o menor preconceito contra os evangélicos. Acho que toda e qualquer manifestação de fé é válida, respeitadas a diversidade e as opiniões de cada grupo que compõe a sociedade. Mas, assumo: não sou o maior fã desses cultos televisivos - e nem de missas, antes que me acusem de estar sendo preconceituoso. Sempre que vejo uma "liderança" como a do pastor Silas Malafaia surgir e ganhar força, vem logo à minha mente a seguinte imagem:

Bom, mas se você é destemido e ficou interessado no discurso de Silas Malafaia, o programa ao qual me referi é o Espaço Vida Vitoriosa, exibido nas madrugadas da Band...

sábado, 20 de setembro de 2008

Anais*

???


"Esse trabalho me exigiu muito, muito mais que qualquer outro, em toda a minha carreira..."
Anotem essa frase: é de Leila Lopes, dita agorinha a Otávio Mesquita, no A noite é uma criança, da Band. A atriz se referia ao mais recente trabalho, o filme pornô Pecados & Tentações.
Ah, Leila...a gente sabe que você foi muito exigida. Mas, convenhamos...deve ter sido um trabalho muito mais...gozado também, né?
Pelo menos a gente espera que tenha sido, viu?


* Juro que não tive a menor intenção de ser engraçadinho no título, minha gente...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Uma vela pra Deus e outra...

Fiquei triste ao ler que a Band resolveu vender suas madrugadas para mais uma igreja evangélica. Não vai nessa minha afirmação nenhum tipo de preconceito contra a religião, mas acho meio absurdo que uma rede que já vende horário (nobre) pra uma congregação resolva, em nome de mais dinheiro, vender outros horários pra outra igreja.
Se continuar assim, a Band, que já foi o canal do esporte, acaba virando o canal da pregação...
Nada a ver!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Quando o sujo fala do mal lavado...

De Toninho do Diabo, ainda agora no CQC, sobre Inri Cristo:
- Esse homem é um picareta!
Ufa! Como é bom tem gente séria assim na televisão...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ó pai!!!

Muito bem sacada (e sacana) a matéria de Danilo Gentili, do CQC, com Inri Cristo. Inri, aliás, é um daqueles personagens fascinantes, sobretudo para os programas de humor - com todo respeito aos adeptos da fé professada pelo homem que se apresenta como a reencarnação de Jesus.
A matéria me deixou curioso e entrei no site do Inri. É cheio de pérolas! Como exemplo, eis a legenda de uma foto do menino Inri na mais tenra idade: "Nota-se no semblante do menino INRI um olhar triste, pois já lhe era dado vislumbrar, desde a infância, o terrível destino reservado à humanidade.".
Diante de uma profecia tão desanimadora, só resta nos apegarmos ao Padre Quevedo - outro personagem fascinante - e repetir, como num mantra, que esse terrível destino "non equiziste!!!"
Aliás, taí uma ótima pauta: um debate entre Quevedo e Inri. Acho que seria um prato cheio pro Superpop, né não?

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Da série: "agora a coisa vai!!!" 4

Você, prezado leitor da cidade de São Paulo, pode respirar aliviado: Paulo Maluf é um dos candidatos à prefeitura!
Deve ser muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom viver numa cidade que tem candidatos dessa categoria, né?
Agora, falando sério (sim, até aqui era uma piada, minha gente!!!) já tinha lido sobre a candidatura do Maluf. Mas, ainda assim, levei um susto ao vê-lo, agorinha, discutindo os problemas da cidade no debate promovido pela Band. Como se nada tivesse acontecido, como se estivéssemos todos na Suíça... (ops...sem trocadilho, ok???)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Alô, Alô, Seu Chacrinha, velho palhaço..."

Gostei tanto do Por toda a minha vida sobre o Chacrinha que tenho de voltar ao assunto pra complementar o post anterior. Fiquei impressionado com a emoção do Boni, um dos maiores entendedores de televisão no mundo, ao falar do talento do Velho Guerreiro. Sem falar na admiração de tantos e tão diversos artistas pela figura do velhinho, meio anarquista, meio doce, meio cruel, que buzinava a moça e comandava a massa nas tardes de sábado. E, sim, bateu uma saudade danada! Afinal, quem consegue imaginar um programa de TV que, hoje, possa promover um concurso para eleger o homem mais feio do Brasil e dar ao "vitorioso" um prêmio oferecido por uma marca de inseticidas? Politicamente incorretíssmo! Mas Cacrinha fez, na TV Tupi, 30 anos atrás! Porque só ele poderia fazer isso...
Fiquei especialmente comovido por notar como o ícone Chacrinha continua vivo e presente na cabeça de tanta gente - embora ainda não tenha informações sobre as audiências da noite de ontem.
Enfim, talvez seja mesmo um clichê, mas símbolos como Chacrinha não morrem nunca! E, por isso, depois do programa, fui dar uma fuçada no YouTube para buscar mais vídeos daqueles bons tempos. Encontrei vários, mas dois me chamaram a atenção em especial. O primeiro, de 1981, traz Chacrinha e suas chacretes cantando "Maria Sapatão" no Programa da Hebe, ainda na Bandeirantes. E o segundo contém trechos do último Cassino do Chacrinha, exibido no início de julho de 1988, na Globo. Fraco, Abelardo Barbosa nem consegue cantar direito as marchinhas que tanto animavam seu auditório. Mas mostrou toda a força de seu personagem, que bagunçou o coreto até o último instante de vida...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O ranking do humor na TV

De uma notícia triste, pra uma notícia relacionada ao humor: em enquete do blog da Patrícia Kogut, no Globo Online, o "CQC" está sendo apontado pelos leitores como o melhor programa humorístico da TV, com mais de 53% dos votos - muito merecidamente, diga-se de passagem. O "Pânico na TV!", que já foi uma febre, tem pouco mais de 16%. E "Casseta & Planeta", claramente desgastado, tem modestos 12% e ocupa o terceiro lugar.
"A Turma do Didi" nem aparece na enquete - merecidamente, já que é muito ruinzinho mesmo. E foi isso que me motivou a escrever o post: o que houve com o humor de Renato Aragão? Será que nós deixamos de achar graça das piadas inocentes do eterno Didi ou há mesmo um cansaço da fórmula adotada pelo trapalhão-mor?
Só sei que me deu uma saudade danada do tempo dos "Trapalhões"...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Pra não dizerem que só elogio...

Acho que nem preciso mais me declarar fã do "CQC", dada a quantidade de posts que já dediquei ao programa. Mas hoje, encontrei uma falha por lá. É que com um programa tão bem feito, bem editado, bem dirigido e tão feliz na escolha das equipes de reportagem e dos apresentadores, e lamentável que os nomes dos integrantes dessa vitoriose trupe de humoristas - que atuam diante e atrás das câmeras - passem em velocidade tão alta nos créditos de encerramento. É impossível ver, por exemplo, quem dirige e produz o programa. Uma pena, porque os nomes desses profissionais também merecem vir colados a um monte de elogios...
No mais, novamente Tas e sua equipe estiveram impecáveis na edição de hoje...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Na Band, "Atualíssima" fica mais atual com Hermann

É sempre bacana perceber - e reconhecer - o esforço de quem não se acomoda numa fórmula batida e resolve enveredar bom caminhos diferentes. É exatamente isso que Rosana Hermann vem fazendo desde que assumiu o "Atualíssima", da Band. Antes repleta de merchandisings e fofocas de Leão Lobo, a atração vespertina - que pude conferir graças ao feriadão - tem assumido um tom mais moderno e mais respeitoso em relação à (inteligência da) audiência.
Uma das novidades é um bloco de notícias, hard news mesmo, que faz cair por terra a idéia de que o público feminino só se interessa por saber da vida dos famosos. A diversidade de pautas apresentadas também sugerem uma maior afinidade com o público femino. Nota-se, também, um maior rigor com o texto do programa, outra marca do trabalho de Rosana. E, mesmo quando uma reportagem aborda o universo das celebridades, há um cuidado para evitar os clichês tão difundidos nas matérias desse gênero.
É claro que há, ainda, muitas inserções de merchandising no meio do programa - muitas, inclusive, da mais nova "praga" das emissoras de TV: o tal do "leilão ao contrário". Mas, mesmo assim, é bom perceber que o up date fez bem ao "Atualíssima".

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Craques do humor tornam imbatível o time do CQC...

Rafael Cortez: elogios às presidentes da Argentina e do Chile e perguntas ácidas para os demais chefes de Estado presentes em encontro realizado em Lima, no Peru

Já está virando lugar-comum por aqui, mas não dá pra não comentar o "CQC" da noite de hoje. Simplesmente impagável a matéria de Rafael Cortez na 5ª Cúpula da América Latina, Caribe e União Européia. Rafael teve o trabalho de viajar até Lima para gravar a reportagem, mas foi recompensado com entrevistas exclusivas - e engraçadíssimas - dos principais líderes da região. Todos foram alvo do humor inteligente e rápido de Cortez, de Lula a Hugo Chávez, passando por Cristina Kirchner - a mais íntima da atração, surgida na sua Argentina - e Michelle Bachelet, do Chile. Chamadas de "boníssimas" - algo como "gostosa" - as presidentes sorriram e deram um show de diplomacia.
Rafael Cortez protagonizou alguns dos mais engraçados momentos da atração da Band. Além da matéria com os principais nomes da cúpula, teve a sorte de encontrar Paulo Maluf na inauguração da mais nova ponte da cidade de São Paulo. E entrevista com Paulo Maluf, convenhamos, até quando é séria parece cômica...
Enfim, se antes pairavam dúvidas sobre as semelhanças entre o "CQC" e o "Pânico", creio que elas já se desfizeram. Enquanto a moçada capitaneada por Emílio Surita vive demonstrando um humor irregular e cheio de exageros, a turma comandada por Marcelo Tas é, hoje, algo como um "Dream Team" do jornalismo de humor da televisão brasileira.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Pedida de primeira nas noites de segunda!

De novo o CQC! E de novo o Rafinha Bastos! Excelente a matéria do programa de ontem sobre os desmandos na administração dos cemitérios do Distrito Federal. A idéia de caracterizar o repórter com um "ex-cliente" de um dos cemitérios foi muito bem realizada.
Só pegou mal para os responsáveis pela fiscalização, que deram um show de falta de preparo para lidar com críticas e indagações que, no fim das contas, são de toda uma população!
Mais um gol do programa!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Desventuras em série...

Os deslizes na cobertura do caso da menina Isabella Nardoni têm sido freqüentes. E, em alguns casos, fica claro que, mais do que a qualidade da informação, o que está em jogo são os famigerados pontos (ou décimos de pontos) no Ibope...


Hoje cedo, na academia, vi da esteira que o "Hoje em Dia", da Record, exibia uma entrevista com o promotor do caso. Depois, na hora do almoço, zapeando, vi que a mesma Record dispunha de repórteres posicionados na frente da casa do avô de Isabella, na porta da delegacia e sabe lá Deus onde mais...
O verdadeiro "festival Isabella" na Record me fez notar que continua, e a todo vapor, a exploração desmedida do caso da menina Isabella em algumas emissoras de televisão. À exceção da Globo, que parece de longe ser a mais preocupada em fazer um trabalho sério entre as redes comerciais, é comum encontrarmos debates requentados, matérias reprisadas, opiniões polêmicas e excessos de demagogia a toda hora do dia e da noite, nos mais variados programas e horários.
Na Band, a falação sobre o crime - bárbaro, sem dúvida - também segue pautando vários programas. Na Rede TV!, Sônia Abrão, Marcelo Rezende e Luciana Gimenez não me convencem de forma alguma de que estão realmente empenhados numa cobertura séria do caso. Sem contar que eles - e tantos outros - têm enchido muita lingüiça! Afinal: será que os repórteres que passam o dia na frente da delegacia têm - o tempo todo - novidades para dizer ao telespectador? Claro que não! E é nesse insano movimento de vender uma agilidade que não existe e, assim, dar ao espectador a sensação de que realizam uma cobertura em tempo integral, que essas redes, em diversos momentos, estão se perdendo...
Vejo isso com tristeza e indignação. Como cidadão e como profissional. É lamentável que parte da mídia se valha de uma história tão triste numa guerra covarde para pontuar bem no Ibope e furar a concorrência. Essa é uma conduta que desrespeita familiares da menina, indiciados, familiares dos indiciados e, também, espectadores.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Tem ruiva na Band!

Fiquei feliz com a notícia da contratação de Rosana Hermann pela Band. A blogueira, uma das mais lidas do Brasil, vai dividir o comando do vespertino "Atualíssima" com Leão Lobo, além de ser a editora-chefe do programa. Sempre é arriscado fazer previsões, mas aposto que a atração vai ganhar em conteúdo, sem falar na sede que a Rosana tem por novidades! Torço para que a surpresa seja positiva para o público! E acho que não tem como não ser...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Todos querem Mônica...

Ainda a polêmica entre Roberto Cabrini e Mônica Veloso: escrevi aqui, repercutindo uma matéria de O Dia sobre o desconforto da moça diante das perguntas incisivas do jornalista. Um leitor, emerluis, desmentiu nos comments; dizendo que a entrevista foi retomada depois de uma negociação entre a assessoria de Mônica e a produção do "Jornal da Noite", da Band. Diante da afirmação, resolvi adicionar ao post a contribuição do leitor, assumindo, inclusive, que eu mesmo não cheguei a ver a entrevista.
Pois bem. Hoje, a coluna de Flávio Ricco na Tribuna da Imprensa reafirma que a entrevista foi interrompida bruscamente.
Então é isso. Fica o dito pelo não dito. Pelo menos até o vídeo chegar ao YouTube...
Agora, esse parece mesmo o momento de Mônica Veloso: onde quer que se olhe (ao menos aqui, na infinita rede que é a Internet) há uma menção ao nome da moça. E hoje, na capa da Folha de S. Paulo, temos uma grande foto de uma senadora "apreciando" as curvas da garota-playboy do mês. Lá no Congresso...
Ah, também tem muito deputado vendo a revista. E, ainda segundo a Folha, a banca do Congresso vendeu 40 exemplares da edição da Playboy com a moça...
Coisas do Brasil...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

A TV na cobertura do acidente com o vôo da TAM

Estou chocado, como todos estão nesse dia cinzento e frio depois da tragédia com o vôo da TAM, ontem à noite, em São Paulo.
Acompanhei a cobertura televisiva até a madrugada, dividindo-me entre Bandnews e Globonews. E posso dizer que o trabalho das equipes da emissora de São Paulo foi muito mais ágil. A Band foi a primeira a colocar no ar a entrevista do governador José Serra, que traduziu a dimensão exata do acidente - agora, já sabido por todos, o maior do mundo nos últimos cinco anos.
Na TV Globo - que também assisti - notei um William Waack tentando conter a emoção no Jornal da Globo. Mais cedo, outro William, o Bonner, ancorou o JN sozinho e, a meu veu, se saiu bem num momento em que o calor dos acontecimentos ainda dava o tom da cobertura; já que as informações chegavam desencontradas e as equipes de reportagem não conseguiam se aproximar.
Já na Band, Ricardo Boechat e Joelmir Beting comandaram a transmissão também naquele início de trabalho das equipes de resgate. A dupla do Jornal da Band levou ao telespectador as imagens mais próximas do local do acidente e os primeiros relatos de testemunhas da tragédia. Confesso que, na minha opinião, a transmissão da Band perdeu quando esteve sob o comando de José Luiz Datena.
Muitos questionam o fato de a TV Globo não suspender a sua programação para cobrir apenas o acidente. Algumas emissoras fazem isso. Mas, nesse caso, eu defendo a postura da rede carioca. Transmitir direto do local da tragédia, por vezes, dá a impressão de que a cobertura acaba virando chamariz de Ibope.