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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Presidentes roubam a cena na quarta-feira televisiva...

A quarta-feira foi marcada por duas grandes entrevistas na TV aberta: na TV Brasil, o presidente Lula foi o convidado do 3 a 1, novo programa da emissora que vai apostar na liberdade permitida pelo formato para exibir ótimos papos nas noites de quarta.
Com Lula, a estréia foi retumbante: sempre acusado de falar pouco à imprensa, o presidente falou por uma hora sem se esquivar dos temas mais espinhosos do governo - como o recente caso dos grampos e o afastamento de José Dirceu e Antônio Palocci do ministério - e, além disso, deixou claras as suas posições sobre temas polêmicos como a legalização do aborto e a união civil de homossexuais. Foi um programão e Lula mostrou estar em sua melhor forma!
Na Globo, era outro o presidente em questão. No Programa do Jô, Fernando Henrique Cardoso deu uma longa e irretocável entrevista, revelando inclusive curiosidades sobre o período em que permaneceu na presidência. Destaque para a história do presente que ele deu à Rainha-mãe da Inglaterra - uma réplica de pássaro, feita de pedras. Perguntado pela majestade sobre o nome do animal, FHC não teve dúvida: "É um jaburu!". E a rainha, enganada, adorou!
Mas nem só de humor foi a conversa e o tucano também deu importantes explicações sobre a crise econômica que surgiu no sistema imobiliário dos EUA e se espalhou por todo o mundo. E ainda esclareceu o porquê das comparações com a grande crise de 1929. Uma grande entrevista que, além de tudo, teve espaço para o bom humor!
E você? Viu algum dos presidentes? O que achou? Comentaê!!!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Craques do humor tornam imbatível o time do CQC...

Rafael Cortez: elogios às presidentes da Argentina e do Chile e perguntas ácidas para os demais chefes de Estado presentes em encontro realizado em Lima, no Peru

Já está virando lugar-comum por aqui, mas não dá pra não comentar o "CQC" da noite de hoje. Simplesmente impagável a matéria de Rafael Cortez na 5ª Cúpula da América Latina, Caribe e União Européia. Rafael teve o trabalho de viajar até Lima para gravar a reportagem, mas foi recompensado com entrevistas exclusivas - e engraçadíssimas - dos principais líderes da região. Todos foram alvo do humor inteligente e rápido de Cortez, de Lula a Hugo Chávez, passando por Cristina Kirchner - a mais íntima da atração, surgida na sua Argentina - e Michelle Bachelet, do Chile. Chamadas de "boníssimas" - algo como "gostosa" - as presidentes sorriram e deram um show de diplomacia.
Rafael Cortez protagonizou alguns dos mais engraçados momentos da atração da Band. Além da matéria com os principais nomes da cúpula, teve a sorte de encontrar Paulo Maluf na inauguração da mais nova ponte da cidade de São Paulo. E entrevista com Paulo Maluf, convenhamos, até quando é séria parece cômica...
Enfim, se antes pairavam dúvidas sobre as semelhanças entre o "CQC" e o "Pânico", creio que elas já se desfizeram. Enquanto a moçada capitaneada por Emílio Surita vive demonstrando um humor irregular e cheio de exageros, a turma comandada por Marcelo Tas é, hoje, algo como um "Dream Team" do jornalismo de humor da televisão brasileira.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Ainda sobre as vaias...

Jornais de hoje ainda repercutem o episódio das vaias ao presidente. Para blogueiro, manifestação veio em momento inoportuno...

O episódio das vaias ao presidente da república no Maracanã, capa da Folha de S. Paulo e do Globo de hoje, também foi a pauta mais quente dessa segunda-feira, dia 16. Pelo menos nas informais conversas de amigos. Ouvi a história a caminho do trabalho, no trabalho e, ainda, na volta, a caminho de casa. Ouvi quem fosse a favor e os que eram contra ao coro hostil ouvido pelo presidente na última sexta-feira. Os partidários das vaias alegavam: "Esse é um país democrático! O povo tem o direito de se manifestar!". Os que reprovaram a atitude também se justificavam com base nos princípios da democracia: "Ele foi eleito pela maioria! O povo tem que respeitar essa escolha, e se manifestar nas urnas".
A minha opinião já estava formada desde o instante em que vi as imagens: julguei a manifestação desnecessária e, pior, completamente inoportuna! Tenho até dificuldade para ver uma relação com qualquer instinto democrático. O que vi ali foi uma clara demonstração de uma falta de educação que não aceito que seja apontada como uma tônica entre os brasileiros. Fiquei surpreso e envergonhado com a atitude daquelas 90.000 pessoas que, talvez até sem perceber, tiraram um pouco do brilho da bela festa de abertura do Pan. Jogaram no ventilador um problema que é só nosso, sem reconhecer os méritos (também nossos) de ser sede de um evento tão importante. E, além disso, sem reconhecer que o Governo Federal entrou de cabeça para fazer desse Pan um marco na história do esporte brasileiro.
Não me cabe julgar se o presidente merecia ou não ser vaiado. Essa é uma opinião muito particular. O que acho é que, definitivamente, aquele não foi o melhor momento para esse tipo de manifestação. Ou alguém se lembra de ter visto o Bush ser vaiado nos EUA? Chávez, na Venezuela? Eu, honestamente, não lembro! A legitimidade da tal insatisfação que fez Lula ouvir aquela vaia na sexta-feira eu também discuto...pra mim, o coro tem, na verdade, muito de galhofa. Muito da alma de torcedor de futebol que xinga a mãe do juiz, xinga os jogadores da equipe oponente e, como dizia Nelson Rodrigues, "vaia até minuto de silêncio".
Sempre detestei vaias porque sempre me coloquei no lugar de quem a ouve sem chance de defesa. E se já achei lastimável o episódio envolvendo o presidente, acho ainda pior quando o alvo das vaias é um atleta. E essa tem sido uma constante nesse início de Pan: torcida vaiando todo e qualquer atleta que se oponha ao Brasil. Total falta de espírito esportivo...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Yes, nós temos Pan!

Brasil capricha e faz festa de abertura do Pan pra gringo nenhum botar defeito!

Vi apenas alguns trechos da festa de abertura do Pan. Achei tudo bem bacana. Acho que a equipe capitaneada pela Rosa Magalhães - com o auxílio da Disney - mostrou ao mundo que o brasileiro também sabe organizar grandes, belas e surpreendentes cerimônias desse tipo.
Tirando a beleza e a plasticidade do espetáculo, tudo me pareceu dentro dos padrões. Inclusive o exagero no tamanho do discurso do presidente do COB...mas sempre é assim, em qualquer canto do mundo. Aqui não seria diferente. E nem há porque ser...
Agora, o que não é assim em qualquer canto do mundo é a vaia ao presidente. Convicções políticas deixadas de lado, tenho a certeza de que aquela não era a hora e nem aquele era o lugar adequado para uma manifestação como essa. O povo - que encheu o Maracanã e fez tão bonito durante a festa - pareceu grosseiro. Minha mãe já me dizia: roupa suja se lava em casa. E não ali, num estádio de futebol, com imagens sendo transmitidas para o mundo todo.
E você? Gostou da festa? Comentaê!!!