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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Ave, Hebe!

No ar desde que a televisão chegou ao Brasil, Hebe Camargo vive fase turbulenta no SBT...


Li na coluna Zapping, do Agora, que o programa da Hebe amargou 2,9 pontos na última segunda-feira. Não é a primeira notícia sobre a agonia da atração do SBT. E confesso que acompanhar essa história me deixa triste como brasileiro, como profissional de televisão e como espectador.
Dois anos atrás, estive no SBT para gravar uma reportagem sobre os bastidores do programa da Hebe. E a minha admiração pela loiruda só aumentou. Estrela que não se deixa seduzir pelos caprichos do star system, Hebe faz o seu trabalho com uma naturalidade exemplar. Carismática de verdade, bate papo com o auditório no intervalo e arranca gargalhadas de todos com sua lendária espontaneidade. Inteiraça e produtiva, é um patrimônio incontestável dessa nossa quase sexagenária televisão...
Por isso, como profissional, bate uma tristeza ao ler sobre essa derrocada. Porque, como comunicadora, Hebe é um exemplo pra todos que se arvoram a olhar para uma lente e falar diretamente com o público. E eu tô nessa lista.
Como espectador, saber que um dos mais tradicionais programas da TV brasileira anda cambaleando também não é uma notícia animadora. Simplesmente pelo fato de a TV não ter produzido, ainda, uma única apresentadora sequer que chegue perto do apelo e do carisma de Hebe. Naquele seu papo de sofá, Hebe é imbatível. E não tem ninguém que lhe faça frente. Ou lado...
E como brasileiro, sinto vergonha de um país que não honra os protagonistas de sua história. Fosse estrela de uma estação de TV num país dito desenvolvido, Hebe jamais estaria sujeita aos percalços que agora atravessa. Teria um horário imexível, do tamanho exato do seu prestígio. E isso não seria caridade alguma; seria apenas o reconhecimento por uma vida inteira dedicado à fundação de um jeito de comunicar, de fazer televisão.
Por essas e outras, acho que seria interessante que o casamento da primeira-dama da TV brasileira com o SBT terminasse. Em outra freguesia, Hebe poderia recuperar o espaço merecido e mostrar que, com atenção, investimento e respeito, ainda pode fazer muita gente ter motivos pra ligar a televisão e acompanhar as conversas que rolam soltas no sofá mais famoso do Brasil...

Nova casa para um velho conhecido do público

Record estréia programa solenemente surrupiado do SBT, com apresentação de Rodrigo Faro


É claro que tá muito cedo pra se fazer uma avaliação, mas ficou claro nessa estréia do Ídolos na Record que a emissora está preocupada em relançar o programa. E essa estratégia incluiu apresentar ao público o original americano, o American Idol. Ficou evidente que a nova casa do Ídolos quer deixar claro que ignora solenemente as temporadas anteriores do programa, produzidos e exibidos pelo SBT.
Rodrigo Faro é o apresentador. Não compromete, mas...sei lá...também não acrescenta. É o tipo do cara gente boa, mas não tem uma marca, uma identidade. Dá sempre a sensação de que qualquer um poderia fazer aquilo em seu lugar. E a passagem com uma citação ao Tropa de Elite - na qual o apresentador fez as vezes do Capitão Nascimento - foi constrangedora...
Dos jurados, ninguém pareceu ter o carisma do Miranda. Mas arrisco um palpite: Calainho tem tudo pra arrancar boas risadas da audiência. Aliás, resta saber se a audiência ainda acredita na atração, que já revelou dois ídolos condenados ao mais profundo ostracismo...
Vamos ver no que vai dar...

domingo, 10 de agosto de 2008

De olho no Ibope, Gugu ressuscita programa da concorrência...

Minha mãe está de olho, nesse momento, no Domingo Legal. O programa do Gugu tem dado sinais, nas últimas semanas, de ter renascido das cinzas. Hoje, pra fazer o Ibope bombar, o programa levou ao palco a apresentadora Luísa Mell, recém-demitida pela Rede TV. O mais surreal é que Gugu exibiu - com direito à logo da emissora concorrente - várias reportagens do extinto Late Show. Entre os casos, o de um cachorrinha que ficou trancada numa casa abandonada por dois anos e passou a se alimentar de fezes - fartamente mostradas em vários takes; e a história de uma dona de casa que sofria com uma cachorra que insistia em agredí-la. No vídeo, a senhora debulhava-se em lágrimas. No palco, Gugu morria de rir...
Vi algumas cenas do programa e saquei, na hora, que isso teria que render um post. Primeiro, porque é claro que Gugu quer usar a imagem da apresentadora para engordar sua pontuação no Ibope. E, segundo, porque o SBT está caminhando por um terreno meio pedregoso, de levar ao ar produções alheias. Até pouco tempo, essa era uma marca da Rede TV. E não me parece ser um caminho a ser seguido por uma emissora que pretende recobrar a vice-liderança de audiência...

sábado, 19 de julho de 2008

A filha de número três de SS...

Em junho, o SBT começou a ensaiar uma recuperação no Ibope. Depois de muito tempo paradona, vendo a concorrência abocanhar fatias consideráveis de sua audiência, a emissora de Silvio Santos relançou Pantanal e voltou a pontuar com dois dígitos no horário nobre, o mais valioso da televisão.
Em julho, com a criançada de férias, a rede confirma ser detentora do melhor pacote de desenhos animados, e vem se sagrando líder nas disputas matinais. Já houve dias em que Ana Maria Braga amargou um terceiro lugar, perdendo para SBT e Record.
Outra mudança importante foi a antecipação dos programas da linha de shows, agora no ar a partir das oito da noite. O resultado? Uma disputa apertadíssima no horário nobre, com o bolo da audiência fatiado de um jeito que nunca se viu...
Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas aí vem uma das filhas de Silvio Santos - e diretora do canal, Daniela Beyruti, dizer que sofre do mesmo mal do pai: a ansiedade. "Sabe aquelas mudanças que ele faz? Se eu não tomar cuidado, vou acabar fazendo igualzinho. Critico, mas vou fazer igual. Eu aposto muito num programa X...Acho que não vou ter a paciência de esperar um ano para ver o programa X acontecer. Acho que no mês que vem vou chegar e querer mudar", disse a poderosa da Anhangüera à revista Poder.
A declaração me pareceu bem sincera, quase no tom da mea culpa. Mas, do ponto de vista estratégico, foi um gol contra. Essas mudanças repentinas na programação - até aqui creditadas apenas a Senor Abravanel - surpreendem o público (que foge), abalam a credibilidade da emissora e afugentam os anunciantes. Ou seja: tudo aquilo de que uma rede disposta a recuperar a audiência não precisa...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Minha volta ao 'Pantanal'...

Mudando de canal, acabo de me deparar com cenas de "Pantanal" na tela do SBT. Foi a primeira vez em que revi as cenas da novela, exibida originalmente quando eu tinha uns 10 anos de idade. E é muito fácil entender o sucesso que a polêmica reprise está fazendo: as imagens são lindas, o elenco é bom e o texto tem até um certo lirismo. Mas o que mais me chamou a atenção foi a música incidental. Como é bonita!
Essa é uma análise um tanto inocente, sei. Sei que o que faz o Ibope bombar mesmo é o festival de banhos de rio - com elenco desnudo...
Mas que a novela tem méritos artísticos, isso tem...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Da série: "a pergunta que não quer calar..." 12

Se a sessão dominical de cinema do SBT começa às dez e meia da noite, por que a dita recebe o nome de "Oito e meia no cinema"???
Será uma herança dos tempos em que a "Sessão das Dez" começava às 11?
Ou será algum tipo de influência da concorrência, que exibe, às nove, a novela anunciada como sendo a das oito?
Enfim, vá entender!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Cultura e SBT colocam feras no horário nobre...

Mais uma segunda-feira movimentada na TV: Cultura ataca com Witte Fibe enquanto SBT desenterra "Pantanal" para voltar a brigar pela vice-liderança...

Quem tem mais de 20 anos deve lembrar dos anúncios do SBT, que assinava vez por outra como TVS, dizendo-se "vice-líder desde pequenininho". Foi-se o tempo, meus caros! Agora, medalha de bronze no pescoço, o canal do patrão quer badalar um pouco o seu horário nobre, combalido com o milagroso - sem trocadilho, ok? - crescimento da Rede Record. A estratégia adotada hoje foi clara: espichar o "SBT Brasil" até que o capítulo da global "A Favorita" terminasse. Logo depois do episódio da novela da líder de audiência, coube a Carlos Nascimento dar boa noite aos seus telespectadores. E aí, sem vinhetas ou similares, Cláudio Marzo surgiu na tela, conversando com um menino-ator que, hoje, deve estar concluindo a faculdade. No canto esquerdo do vídeo, um logotipo confirmava: "Pantanal" estava no ar novamente, cerca de 18 anos depois de sua estréia.
Na Cultura, Lilian Witte Fibe - sempre precisa - começou o "Roda Viva" com uma pergunta definida como quase ingênua. O entrevistado era o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, o que já demonstra uma clara tentativa de esquentar a pauta do programa. Ponto para a Cultura, que parece querer confirmar o prestígio de uma de suas mais importantes atrações.
Já o SBT, que definitivamente não vive de prestígio, tem de se preocupar com a audiência. É ela quem vai dizer se a ressurreição de Juma Marruá, Velho do Rio & cia foi ou não um bom negócio para o ex-vice-líder-desde-pequenininho. Até porque os direitos da novela foram adquiridos, recentemente, pelo plim-plim. E essa novela pode acabar tendo alguns capítulos - mais emocionantes, talvez - nos tribunais. Se bem que, cá entre nós...se "Pantanal" roubar uns pontinhos da Record, o negócio pode até ser bom pra Globo, né não?
Enfim, fato é que há tempos a TV brasileira não vivia tamanha agitação no mês de junho. Não faz muito tempo que as grandes novidades eram lançadas em março ou abril. Agora os tempos são outros. E ganha o telespectador, com mais opções na telinha...
Só sei que no duelo dessa segunda, sou muito mais a fera Lilian Witte Fibe, que já estava há muito tempo longe da televisão. E competência nunca é demais! Ainda mais em tempos de vacas magras...

sábado, 22 de março de 2008

Merci, Dercy...



Não esperava rir tanto nesse início de Domingo de Páscoa mas recebi, do meu amigo Diogo, via msn, o link de uma entrevista de Dercy Gonçalves ao "Jô Soares 11 e meia", do SBT. No YouTube, o papo rola em duas partes e publico aqui a segunda. No trecho, a melhor comediante brasileira de todos os tempos conta, entre outras coisas, suas aventuras como mãe-de-santo.
É imperdível! Divertidíssimo! O único senão é constatar como esses 13 anos pesaram nas costas -já centenárias - dessa grande estrela...
Se quiser ver a primeira parte da entrevista, cá está.
E viva Dercy!

terça-feira, 11 de março de 2008

Triste agonia...

Quando os bastidores de uma emissora começam a ser mais noticiados que a sua própria programação, tem-se pela frente um caminho perigoso. E, lamentavelmente, é esse o rumo que o SBT está tomando.
Nesses últimos dias, não li uma notinha que seja versando sobre os programas da rede de Silvio Santos. Nos jornais e sites não se fala de outra coisa a não ser do troca-troca de horários que o patrão impôs aos programas Charme e Fantasia - cujos cancelamentos chegaram a ser anunciados publicamente no sábado.
Qualquer mané sabe que essas medidas confusas afugentam - com uma tacada só - público e anunciantes; combustíveis responsáveis pela manutenção de qualquer emissora de televisão.
Não creio que Silvio Santos pense diferente. Só queria entender o que está levando o SBT a dar um tiro no pé atrás do outro...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Valendo um "Preisteixion"...*


Trechos de Maísa no comando do "Sábado Animado": menina-prodígio ou estréia precoce?

O que seria da nossa televisão se não fosse o SBT? Explico: só na rede de Silvio Santos a gente consegue encontrar pérolas como a pequena Maísa, apresentadora infantil-mirim (?!?). A garotinha é daquele tipo de criança-prodígio: tem cinco anos, surgiu nos concursos de calouros de Raul Gil e foi fisgada pelo Homem do Baú, que conseguiu enxergar nela talento suficiente para comandar um programa pra criançada, o "Sábado Animado".
Pode-se dizer tudo, mas desenvolta ela é! E rende momentos divertidos. "Agora é hora de assistirmos 'Os Flistos'", anuncia a pequerrucha, quase soletrando que lê na dália. Quando o telespectador liga pra participar de um dos jogos da atração, ela não pensa duas vezes antes de dizer: "Ai, não precisa gritar!". Sem falar no honestíssimo: "Gente, eu tô com soluço!". Honesto, aliás, também é o menino que, depois de brincar com Maísa pelo telefone, ganhou um prêmio diferente do que queria. "Gostou?", ela quer saber. "Não!", responde o contemplado; ao que a pequena apresentadora rebate: "Tudo bem!".
Como toda criança, a estrelinha do SBT não tem muitas papas na língua. Outro telespectador liga e, na hora de escolher o prêmio, diz que quer um "Preisteixion". Ela ri, debochada: "Preisteixon???", diz, debochando da dificuldade que o menino tem ao pronunciar o nome do aparelho. E faz festa, repetindo à exaustão a nova pronúncia do nome do video-game. Mas os pequenos espectadores sabem dar o troco e um deles diz na lata que não acha que Maísa canta bem. Como resposta, a estrela-mirim mostra que já ensaia um ego de gente grande: "Eu sou cantora, meu querido!".
Enfim, se esse texto fosse um estudo sobre a lógica cruel da televisão, diria que a ida de Maísa pra frente das câmeras foi bem precoce. Que seus pais - e os demais responsáveis por sua prematura carreira na telinha - atiram a menina numa arena lotada de leões famintos, ávidos por carne fresca e, assim, expõem todas as fragilidades da menina, normais em todas as crianças, mas que na tela parecem defeitos. Talvez dissesse muito mais, mas prefiro apenas que vocês mesmos vejam o trecho do vídeo e tirem suas próprias conclusões...
* Ao amigo Diogo, obrigadão pela dica do vídeo...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O périplo de uma loira...

Sucessivas mudanças no horário e no formato de seu "Charme" criaram um clima desagradável entre Adriane Galisteu e o "patrão"...

Antes de mais nada, uma dica: pra quem gosta de ler notícias sobre os bastidores da TV - bastidores, não fofocas - a coluna do Flávio Ricco, na Tribuna da Imprensa, é um prato pra lá de cheio, leitura obrigatória mesmo.
Admiro o trabalho do Flávio e a Canal 1 faz parte do rol de leituras freqüentes do blogueiro aqui. E hoje, passando lá, vi que o "Charme", de Adriane Galisteu, vai mudar de horário pela enésima vez. Agora, passará a ser exibido nas madrugadas, cedendo seu espaço na grade vespertina do SBT para o "Fantasia". Galisteu está de férias e a novidade começa a valer a partir da próxima segunda. Até segunda ordem, é bom frisar, já que as coisas por lá mudam bastante...
Sem querer fazer trocadilho com assuntos natalinos, não dá pra não dizer que Adriane Galisteu está vivendo uma Via Crucis lá pelo Anhangüera. O descontentamento da loira já deixou de ser segredo há tempo e, cá pra nós, ela tem razão de ser: Adriane tem potencial, tem carisma, tem talento e sabe que pode render muito mais do que tem mostrado aos telespectadores - cada vez mais escassos - do canal do Homem do Baú.
Fato é que essa pendenga deve render muitos capítulos em 2008. Resta saber a quem caberá o final feliz...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Por que a TV não consegue lançar cantores de sucesso no Brasil?

Antes de mais nada, adianto: não tenho a resposta...
No post de ontem, coloquei o vídeo de uma apresentação de Céline Dion no Star Academy e, como diriam os autores româticos, depois me pus a pensar...! Esse é um programa francês de muito sucesso! Quando estive em Paris, pude perceber isso in loco. O mote é similar ao do finado Fama, da Globo: aspirantes a cantor, confinados numa casa-academia, têm lições diversas sobre música, postura em palco, interpretação, recebem orientações sobre dicção, fazem atividades físicas e, uma vez por semana, se apresentam no palco; são julgados por professores da academia e o público elimina os concorrentes.
Lá, bomba! Elodie, por exemplo, foi a vencedora no ano em que visitei a terra de Piaf...
Nos EUA, o American Idol já revelou Kelly Clarkson, bastante premiada. Outro sucesso...
Aqui no Brasil, a moda não pega! Fama já foi pro espaço e, depois de algumas edições, não deixou famoso nenhum de seus vencedores. Curiosamente, Roberta Sá (que não ganhou quando participou da atração) é a mais bem sucedida dentre os participantes do show global.
No SBT, Ídolos chegou arrebentando no Ibope. Edição ágil, tiradas engraçadas (e, por vezes, constrangedoras) dos jurados, bons concorrentes e, depois de duas edições, acho pouco provável afirmar que alguém tenha virado "o novo ídolo da música brasileira", como anunciavam as chamadas do programa.
Curiosamente, o programa que mais tem revelado talentos está longe do internacionalmente consagrado formato dos reality-shows. Raul Gil, que está no ar desde o tempo da TV com válvula, recentemente lançou Ricky Vallen e viu seu calouro estourar em vendas e popularidade. E até indicado ao Grammy Latino já foi...
Enfim, é só uma reflexão. Afinal, por que os mais pretensiosos programas que buscam lançar novos talentos da música não conseguem fazer cantores de sucesso?

domingo, 4 de novembro de 2007

A volta do "Fantasia"...

Helen Ganzarolli: desenvoltura, simpatia e bronca em telespectadora que chutou mal em game do SBT

Você chega em casa no início da madrugada de domingo. Liga a televisão e se depara com um cenário que parece tentar remeter a um luau, cheio de moças em trajes de banho, luzes e cor, muita cor! Sim, você logo descobre que aquele só pode ser mais um programa do SBT.
Fantasia é o nome da atração ressucitada por Silvio Santos para, numa jogada de inteligência pura, distanciar-se um pouco da Record na luta pela vice-liderança no Ibope. Nas madrugadas, a principal concorrente exibe programas religiosos e Senor Abravanel viu ali a brecha para crescer na média geral de audiência em cima da rival. Até aqui, bola dentro para o Homem do Baú.
Voltemos ao programa. Foi lá que Carla Perez protagonizou alguns dos micos que já entraram para a história da TV no Brasil. Agora, não é a loira que está no comando. Helen Ganzarolli deixou o posto de assistente de palco de Gugu e ganhou um programa para chamar de seu. Muito bonita, a morena mostra que os anos observando Augusto Liberato e Silvio Santos lhe ensinaram bastante coisa: ela sabe ser desenvolta, fala com naturalidade e, vá lá, tem carisma.
Fantasia é um programas de jogos - aliás, quase todos os programas do SBT o são. Na tela, sete moças seguram cartazes com nomes de países iniciados pela letra "C". Cinco já foram revelados e Helen atende à telespectadora que tem a chance de acertar os dois restantes e, assim, faturar um qualquer. A telespectadora pensa, pensa, pensa e...sapeca um "Caruaru!". Meio que incrédula, Helen responde: "Quê?". Sentindo que o chute passou a léguas do gol, a telespectadora repete o palpite, acrescentando uma interrogação ao final da aposta. Talvez, se fosse Carla Perez, uma dúvida até poderia pairar no ar. Mas Helen foi enfática e, de certa forma, deixou a doçura de lado: "Lógico que não!". Disposta a não ficar com as mãos abanando e pressionada pelo relógio que lhe dava menos de 3 segundos para responder, a telespectadora que fugiu das aulas de Geografia mandou ver: "Canadense!".
Ri. E desliguei a TV antes que outro espectador apostasse que Cascadura e Cachambi poderiam ser os dois países restantes...

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Lá vai o SBT mudar tudo...de novo!

Já falei algumas vezes da inconstância na programação do SBT. Pelo menos quatro vezes! E essa semana a emissora de Sílvio, o Santos, está atravessando mais um período de turbulências. Primeiro veio a notícia de que o Charme, de Adriane Galisteu ficou em 8º lugar no Ibope na última sexta, perdendo até para um canal de vendas. E hoje, pipocam notícias sobre o cancelamento de vários programas e sobre (mais) mudanças na grade de programação do canal. Só nessa última decisão do Patrão, foram extintos vários programas produzidos para o horário nobre do canal. Será que lá vem o Chapolim? De novo? Sim, porque Carrossel já está no ar...
Não sei não...muitas mexidas na grade, falta de assessoria de imprensa pra divulgar as atrações...acho que, mais cedo ou mais tarde, o mercado publicitário e o público podem acabar se cansando dessa falta de rotina.
Sim, porque TV é hábito, né?

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Telejornal ou meio telefone, meio jornal?

Novidade ou reinvenção da roda? Formato novo do SBT Brasil põe apresentadores para conversar por telefone com os espetadores...

O fato de apresentar um programa ao vivo às sete da noite acabou me afastando um pouco do lugar de telespectador. Pouco paro em frente à telinha nos dias em que estou "no ar". Por isso, acabo ficando por fora de muita coisa que rola no horário nobre da TV. Hoje, no entanto, peguei um bom trânsito e cheguei em casa a tempo de conferir o SBT Brasil. Na bancada, Cynthia Benini e Carlos Nascimento apresentam as principais notícias do dia. Até aí, tudo tranqüilo. Cynthia, meio patrulhada por ter participado de uma das versões da Casa dos Artistas, não faz feio ao dividir o comando do jornal com o velho Nascimento: tem boa voz, boa locução, está bonita e me pareceu bastante segura. Seu companheiro dispensa comentários: é craque do ramo!
Tudo ia muito bem até o jornal exibir sua porção 100% SBT: telespectadores ligam e participam do jornal. Hoje, a "pergunta do dia" era: "você acha que o fumo atrapalha os relacionamentos?". A questão era baseada numa dessas pesquisas internacionais. Nascimento atende o primeiro telespectador. O rapaz acha que sim, o fumo atrapalha. Revela-se fumante e, além disso, confessa detestar o próprio vício. Cynthia, então, ouve a segunda participação: mais um espectador detonando o fumo: "as pessoas nem gostam de apertar uma mão cheia de nicotina", diz o rapaz de São Paulo. Gancho para a terceira ligação. Carlos Nascimento atende e ouve a telespectadora mais, digamos, "direta" da noite: "Ah, atrapalha sim! Porque o fumo causa a impotência sexual". O apresentador é seco: "Obrigado", ele diz, e logo complementa: "Depois do intervalo, você vai ver..."
Sei lá. Acho bacana inovar, mexer nos velhos formatos da TV. Mas fiquei com a sensação de que não é necessariamente conversando com o telespectador por telefone que chegaremos a um modelo mais interessante de telejornalismo.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Sílvio Santos e a "rainha do fora"


Sou meio reticente com relação aos posts com vídeos do Youtube. Utilizo o recurso muito de vez em quando, e sempre tomo o cuidado de dar um tempo entre uma postagem e outra. Mas esse vídeo (na verdade, a união de dois trechos) me fez mudar de idéia.
O programa: "Qual é a Música". O ano: 1986. O astro: Sílvio Santos. A coadjuvante: uma simpática menininha que insiste em dar "uma adaptada" em todas as letras das canções.
Ri muito vendo, e acabei me dando ao trabalho de baixar os dois trechos, editá-los num só vídeo só pelo prazer de subir tudo aqui no B@belturbo. Vendo essas imagens a gente entende bem a razão do sucesso do Sílvio Santos: ele é uma figuraça! E não se intimida por não ser "politicamente correto" e, como quem não quer nada, dar uma bela sacaneada na menininha.
E como diria Cissa Guimarães: "há 21 anos, direto do túnel do tempo..."