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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Sim, nós podemos?

Barack Obama é o novo presidente dos Estados Unidos. No primeiro discurso, fez muitos agradecimentos e lembrou do novo "cachorrinho que vai morar na Casa Branca" e lembrou da avó, que morreu recentemente.

"O lugar onde todas as coisas são possíveis". Assim, Barack Obama acaba de definir o país que irá governar a partir de 2009. Aqui do outro hemisfério, não posso deixar de me impressionar com o envolvimento da população americana nessas eleições. Mesmo sem a obrigação de votar, lá foram milhões de eleitores, cientes do papel que tinham que cumprir com o país. E, embora talvez nem se dêem conta, com todo o mundo.
A eleição de Obama representa um marco para a História contemporânea. É o primeiro presidente negro a governar o país mais poderoso do mundo, onde o racismo ainda dá sinais de resistência. E, além disso, é o homem que carrega nos ombros o peso de mudar os rumos que essa nação tomou ao longo da Era Bush.
Pra mim, Obama virou um pouco popstar demais. Mas agora, vendo ao vivo pela Globonews o primeiro discurso do novo presidente americano, não dá pra não torcer para que esse homem faça um bom governo. Para que honre seus votos, honre a confiança dos delegados que o escolheram nesse tão controverso sistema eleitoral americano; e honre, mais que tudo, a altura do passo que deu, hoje, para a criação de um mundo no qual o diálogo venha antes do estampido das balas; um mundo onde não se faça guerra em nome da democracia; e um mundo que não vire as costas para o cataclisma africano enquanto, milagrosamente, trilhões de dólares e euros são empregados para "salvar o planeta do caos econômico".
Porque o caos é muito maior do que parece. E não é apenas financeiro.
E, a partir de agora, Obama tem muito a ver com isso...

Ufanista...

Ai, ai...se essas eleições fossem aqui, todos já saberíamos o resultado. Deve ser muito angustiante morar num país tecnologicamente atrasado como os Estados Unidos, né? (Sim, essa é uma chance de tirarmos uma onda danada com o povo lá da terra do Tio Sam! Uhuuuuuuuu!!!)


Agora, falando sério: chega a ser irônico ver o Bill Gates na fila pra botar o voto na urna, né? E, cá entre nós, essa opção pelas cédulas de papel me cheira a mutreta, minha gente! Ou será que eu ando com mania de perseguição?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Da série: "a pergunta que não quer calar..." 26

Estava de olho no último debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos e, de repente, tive um insight. Levantei, peguei o celular e fiz uma foto do republicano John McCain. Depois, pesquisei no Google e achei uma imagem do legendário Dom Corleone...




Observe atentamente a imagem acima...! Observaram? Então, pergunto-vos: McCain já assumiu que tem um irmão gêmeo mafioso? Sim, porque se o candidato-lanterninha não fala com voz rouca, as bochechinhas não deixam dúvidas do estreito grau de parentesco com o homem da máfia interpretando por Marlon Brando, né não?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Da série: "a pergunta que não quer calar..." 21

Peço licença para, desta vez, fazer mais que uma pergunta:
Se a mídia internacional quer tanto, não seria mais sincero estampar nas manchetes que o Obama já é o novo presidente dos EUA?
Por que, meu Deus, tudo nos Estados Unidos cheira a espetáculo?
O que é essa convenção dos Democratas, exibida ao vivo pro mundo todo, direto de um estádio lotado?
Até a Globonews transmitiu, ao vivo, na íntegra, com tradução simultânea. Fiquei com a sensação de que a qualquer momento alguém iria subir ao palco e entregar o Oscar para o Obama. Over and over...
Sabe, fico impressionado com essa incrível (?) capacidade americana de fazer eventos tão grandiosos e, ao mesmo tempo, grandiosamente fakes...
Deve ser muito chato viver num país assim! Mesmo!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Como será que rezam alguns de nossos políticos?

Fiquei impressionado agora, ao ler que o texto escrito pelo candidato à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, e deixado no Muro das Lamentações, foi divulgado. A mensagem, como manda a tradição do lugar, deveria ser secreta.
Mas, já que divulgaram, lá vai: no texto, Obama pede ao Senhor proteção para si e sua família. Pede proteção contra o orgulho e o desespero e roga para que Deus faça dele um instrumento de Sua vontade. Enfim, um texto bonito.
Mas, sabe como é, a gente não manda nos pensamentos - pelo menos, eu não mando nos meus! E, imediatamente, fiquei imaginando o que seria de alguns políticos brasileiros se suas mensagens confidenciais, ou mesmo seus papos com o Altíssimo fossem divulgadas. Imaginem só:

"Senhor, mandai pra longe aquele delegado da PF! Arquivai todos os processos nos quais sou réu e afastai de meus telefones todo e qualquer tipo de grampo!"

"Senhor, proteja meus apadrinhados! Cubra com o manto da invisibilidade as contas irregulares, as licitações fraudulentas e as propinas para o Judiciário..."

"Senhor, quanto é que custa pra gente fazer uma coalizão???"

sábado, 10 de maio de 2008

Evilásio: o Obama da Portelinha...

Personagem de Lázaro Ramos faz discurso inflamado pelo voto consciente. Dou um doce a quem acertar de onde veio a inspiração...

Noite gelada, televisão ligada e, navegando pela Internet, ouço o personagem de Lázaro Ramos fazendo um belo discurso de conscientização do eleitorado da fictícia favela da novela das oito. Em tempos de escândalos que pipocam cá e lá, sempre é importante que um veículo com a força da TV Globo dê uma mensagem que faça os eleitores - muitos deles, já descrentes - pensarem que com o nosso voto - se bem dado ele for - as coisas podem sempre melhorar.
Tudo muito bom, tudo muito bem. E no fim da cena, o candidato da ficção manda um slogan de um candidato real, lá da terra do Tio Sam. "Sim, a gente pode" é a frase repetida por Lázaro Ramos, muitíssimo bem na cena, numa clara referência ao "Yes, we can" do democrata Barack Obama, ainda às voltas com as prévias do partido democrata americano.
E depois ainda dizem que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Woman on Top

Lembro como se fosse hoje do dia em que vi, só, num quarto de hotel, quando o atual presidente dos Estados Unidos declarou guerra ao Afeganistão, depois do fatídico 11 de setembro e logo após pagar um mico planetário ao aparecer no meio de um make-up básico pré-pronunciamento.
Desde então, o Iraque se somou ao Afeganistão na lista de inimigos mortais da América. Desde então o mundo vive o horror de duas guerras burras como, aliás, são todas as guerras Desde então, milhares de vidas inocentes foram destroçadas pelo arsenal comandado por Bush. Milhares de americanos, afegãos e iraquianos sentiram na carne a estupidez de uma guerra perdida, desde o primeiro instante, por toda a humanidade.
Se você está se perguntando a razão dessa reflexão tardia, explico: vi imagens de Hillary Clinton na TV, emocionada, num encontro com eleitores. Pode ser teatrinho de candidato desesperado com a possibilidade da derrota, pode ser estratégia de marqueteiro para sensibilizar o eleitorado, pode ser o diabo a quatro! Mas me comovi ao ver aquela mulher, com a voz embargada, dizendo não querer ver um retrocesso. E fiquei me perguntando o que pode significar um retrocesso americano à essa altura do campeonato...
Muita gente já falou disso, mas eu acho que seria interessante ter uma mulher no comando da maior potência do planeta. Uma mulher sensível, como - seja lá ficção ou realidade - Hillary se mostrou no tal encontro com os eleitores...