quarta-feira, 23 de setembro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Sobre a vida e seus ciclos...
Há momentos em que a gente precisa respirar fundo, olhar pro céu, ver o sol e perceber que, assim como a lua aparece no céu todos os dias com hora marcada pra sumir de novo; assim como as estações do ano, assim como a gestação de uma vida e, em última instância, assim como a própria vida; todos os ciclos acabam. Tudo tem um fim e é natural que assim seja, porque nós também somos finitos.
"A única certeza na vida é a da impermanência..."
Fechei um ciclo em junho. Um longo, produtivo e muito feliz ciclo de trabalho. No primeiro instante, claro, é tudo muito estranho. Mas, aos poucos, a gente vai aprendendo a olhar pra trás com generosidade, a ver o quanto as experiências vividas foram únicas e valiosas, a reconhecer o quanto tudo aquilo que vivemos ajudou a nos formar, a nos transformar...a nos construir. E, sim, a gente aprende a celebrar as amizades e aprendizagens que, independentemente de qual seja o próximo passo, seguirão conosco.
Aos leitores e telespectadores, o meu muito obrigado pelo carinho. Pelas mensagens, pelas perguntas, pela atenção. Demorei a falar da minha saída do "Salto para o Futuro" aqui no #BlogdoMuka porque queria que o texto fosse assim: sereno e leve, como acho que a gente deve se esforçar pra ser na vida. Só agora foi possível.
E, assim, voltamos à nossa programação normal...
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Valeu, Veveta!
Hoje faz uma semana que essa bolinha de pelos foi-se embora, pouco mais de 24 horas depois de entrar nas nossas vidas. Ivete trouxe muita preocupação e apreensão; era frágil demais. Mas também trouxe muita alegria, muito amor. Arrancava sorrisos por onde passava, de gente que logo associava aquela cachorrinha peluda e meiga ao furacão baiano de quem "roubamos" o nome.
Ivete trouxe um respiro de afeto em meio aos últimos dias, cheios de notícias tão duras e difíceis espalhadas por toda parte. Trouxe esperança de que ficaria bem e de que as alegrias - que já eram tantas - logo se multiplicariam a cada caminhada mais longa, a cada queda desajeitada sobre o tapete da sala, a cada xixi feito no tapete higiênico, a cada noite de travessuras...
Como disse semana passada no Instagram, Ivete tirou os pés do chão e os colocou numa nuvem bem fofinha lá no céu dos bichinhos. Nos deixou com saudades. E certos de que o amor, quando dividido, só faz crescer. Com ela, Pedro e eu aprendemos muito. Aprendemos a nos dividir em vários, a multiplicar nossa capacidade de desempenhar tarefas, a servir papinha de bebê com seringas, a domar um filhote resistente às porções de vitamina e vermífugo. Aprendemos a rir do caos que acompanha a chegada de um cãozinho numa casa e a desenvolver estratégias para diminuir os estragos ocasionados por esses devastadores tsunamis de quatro patas. Mas também aprendemos a enxergar o amor que esses seres tão frágeis nos dedicam; a reconhecer o receio contido nas batidas aceleradas de um coração de filhote; a acalmá-lo e a perceber o carinho contido nos olhos de quem não tem outra forma de traduzir seus sentimentos.
Teríamos feito muito, muito mais por Ivete. Não deu tempo. Mas ela também nos ensinou que há dores nas quais a gente não precisa mergulhar. Porque a vida é curta demais, voa rápido demais. De certa forma, Ivete nos preparou e moldou para a chegada de Edith, de quem certamente ainda falarei muito aqui no blog. Mais que tudo: Ivete nos lembrou que só o amor pode trazer leveza para nossas vidas nesses tempos tão áridos, obscuros e tristes que estamos vivendo. E por essa lição lhe somos muito agradecidos.
Valeu, Veveta!
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Pra Ana...
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| Parque Lage, Rio de Janeiro. |
Já disse que aprendo muito com você?
Não só sobre trabalho, sobre aquilo que nos mobiliza dia após dia.
Aprendo sobre ser.
Sobre como ser.
E sobre o ser que quero ser...
Aprendo a ser apesar.
A ser leve apesar dos pesos da rotina.
A sorrir apesar do que nos faz querer chorar e sumir.
Aprendo a respeitar quando a hora é de choro.
Aprendo a dividir.
Aprendo a respirar.
A pensar e a repensar.
Aprendo a não desistir; porque às vezes pode parecer mais fácil, mas essa não é uma opção que nos seduza.
Ou que nos motive.
Aprendo a seguir.
A olhar pro horizonte e reconhecer que, sim, há beleza.
E que ela é muita, mas não nos impede de perceber o caos que também há.
E que também é muito.
Aprendo a crer no amor.
Esse, verdadeiro, imenso, que não destrói e nem mata.
Nesse amor que é fortaleza e que nos move mesmo quando o que nos desafia é o imponderável.
Nesse amor generoso, amor amigo, que é braço e abraço.
Que é ombro e colo, riso e lágrima...
Hoje, voltando pra casa, elaborei que a vida só tem sentido quando a gente a divide. Quando a gente se permite compartilhar. Quando a gente se abre para os laços verdadeiros, para as conexões que se mostram ao longo da nossa estrada. E vi que voltei pra casa muito mais forte do que estava quando saí. Sim, achei que ia te dar uma força e voltei me sentindo muito mais forte. Forte por ter a possibilidade de ter pessoas como você a me inspirar, ensinar, emocionar, mover e comover.
Forte e orgulhoso de poder dizer que fiz uma amiga como você no meio de uma caminhada tão atribulada e dolorida.
Obrigado por dividir comigo essa viagem, viu?
Também te escolhi pra viajar comigo por essas estradas incertas, ora incríveis e ora tão tortuosas.
Mas sempre nossas.
Beijo!
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Esses nossos laços...
Nos últimos dias, vivi duas experiências que me fizeram pensar bastante na força das verdadeiras conexões que estabelecemos ao longo da vida. Não falo das conexões 3 ou 4G, da banda larga ou do wi-fi. Falo daquelas que construímos com outras pessoas, amigos e amigas que temos a oportunidade de encontrar em meio às venturas e desventuras do cotidiano.
Acordei querendo saber de uma. Pensei em mandar mensagem, desisti. Quis ligar, ouvir a voz. Marquei e em menos de uma hora estávamos juntos; pondo fim a uma sucessão de desencontros acumulados em meses daquela enrolação típica dos cariocas. "Vamos marcar?", dizia um. "Claro", respondia o outro. E nada acontecia.
Dessa vez aconteceu.
E como agradeci por ter tido o insight. Por te ver, por me fazer presente. Por poder ouvir e dizer. Por atestar a solidez da nossa história, do que construímos. Por reforçar a certeza de que o tempo e a distância não nos afastaram ou reduziram nossas afinidades. Por poder te ver sorrir, por te levar pra tomar uma brisa fresca no fim de tarde, mesmo no meio da ventania do olho do furacão. E por mostrar que estou aqui. Sempre.
Pra outra eu liguei. Ouvi que ela tinha sonhado comigo na noite anterior. Ouvi que seu bichano de estimação estava pior e que talvez fosse preciso fazê-lo descansar do sofrimento dessa terra. Mas fiquei feliz com sua serenidade, com sua voz sempre doce e terna e com as outras notícias, do mundo do trabalho. Marcamos um encontro que talvez não saia. Não importa: seguimos ligados.
Falo desses laços. Falo de entender quando um amigo precisa, de seguir a intuição. De não deixar pra amanhã aquela mensagem, aquela ligação, aquele encontro. De se fazer junto, dar as mãos, estar presente. No fim de tudo, o que importa são esses laços fraternos, perenes.
Sinceros.
Nossos.
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