quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Berço do samba e das lindas canções...

É maravilhosa ou não é?

Amo te ver, minha linda, nos dias de sol e nos chuvosos, ornada de flores ou pela luz dourada do outono. Gosto de caminhar à procura dos teus cheiros, todos, misturados pela brisa que os mares sopram pra te perfumar ainda mais. Gosto dos teus sons, dos teus barulhos, da sinfonia produzida pelos sambas, pelos funks, pelas buzinas, pelas britadeiras, pela tua gente sempre risonha.
Gosto dos teus gostos, do copo de chope suado molhando a mesa num happy hour que parece até pleonástico: contigo, é difícil não haver felicidade nas horas...
Sofro com teus problemas. Dói quando te noto maltratada, esquecida, deixada de lado por aqueles que não sabem reconhecer em você esse grande tesouro que vejo. Sinto medo de, um dia, notar que, uma a uma, tuas maravilhas foram desperdiçadas, destruídas. Sinto medo porque não há, no mundo, nenhuma outra como você!
Não há outra com seus ângulos, com tuas cores, com tua vibração! Não há outra com tua malemolência, com tua ginga, com tua gargalhada e com essa sedução gostosa que você exala. Não há outra com a tua camaradagem, com o teu humor e com a tua capacidade de, dia após dia, surpreender a todos nós com sua infinita beleza.
Porque você sempre nos surpreende. Há 447 anos!
Não há outra cidade como você, Rio! 
Maravilhosa, sem igual. Meu coração e coração do meu Brasil...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

We will always miss you, Whitney Houston...

Quando soube da morte de Whitney Houston na noite do último sábado, dia 12, levei um baita susto. Repentina, a saída de cena da cantora me colocou diante de uma série de lembranças de suas músicas. Uma delas, aliás, It's not right but it's ok, eu tinha dançado na noite anterior.
Sou um grande apreciador da música e, sobretudo, das vozes femininas. E acho que quando esse é o assunto, Whitney tem lugar de destaque. Dona de um timbre inconfundível, essa bela cantora tinha identidade: era impossível confundir uma de suas músicas com as de qualquer outra cantora. Mais que isso: Whitney se firmou no topo da indústria fonográfica mundial na década de 90 justamente por cantar - e muito - algo que parece fora de moda hoje em dia.
Tenho várias de suas músicas no Ipod. Try it on my own, I believe in you and me, Greatest love of all, When you believe - essa, em dueto com Mariah Carey - até a mais recente, I look to you. Belas músicas, que se tornaram ainda mais bonitas graças a interpretação dessa grande cantora.
Curiosamente, a música mais popular do repertório de Whitney Houston não fazia parte da minha playlist pessoal. Uma falha grave, uma vez que, mesmo moleque, lembro de ter achado I will always love you uma tremenda balada, já na primeira audição. E continuo a achar, ainda hoje, que esse é um dos mais belos vocais femininos da história da música pop. Um caso raro - e cada vez mais raro - em que interpretação, melodia, arranjos e letra estiveram perfeitamente unidos em torno do objetivo de emocionar. E como emociona...
Quem nunca disse pôs um ponto final a uma história a contragosto? Quem nunca precisou se afastar de alguém  mesmo com a certeza de que essa ausência seria uma dor quase insuportável? Quem nunca ficou de longe, torcendo para que as coisas dessem certo, desejando coisas boas?
Quem nunca disse "eu vou te amar pra sempre"?
Viva Whitney Elizabeth Houston, a dona de uma das vozes mais bonitas, eternizada numa das mais belas músicas de amor que a indústria do entretenimento dos Estados Unidos já ofereceu ao mundo... 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Pro Cecello...

Esse cara inteligente, sem medo da vida, carinhoso e engraçado chega de mansinho e se instala. Vira amigo fácil daqueles que sabem valorizar uma boa conversa, um abraço sincero e o bom humor. 
Com ele descobri como é surpreendente - e divertido - perceber o mau humor de alguém que sempre dá provas de estar de bem com a vida. E ri muito dos desejos de bom dia no Facebook e da ordem fora de hora pra pizza voltar.
Foi esse economista - que nunca poupa carinho e palavras doces - que me mostrou que o fundo do poço não tem mola nenhuma ao me apresentar ao canto de uma gordinha chamada...Adele. Que sofrimento! E que prazer! 
Esse cara corajoso e todas as suas voltinhas me ensinaram que o mundo dá muitas voltas. Mas que elas, todas, são suaves demais quando a gente tá cercado de amigos leais e queridos. Como ele.
Cecello, um grande dia pra você! Que todas as suas conquistas recentes, que se refletem nesse sorriso que não sai dos seus olhos, sejam apenas o início de uma fase de muitas realizações, em todos os campos. E que a gente possa estar junto pra comemorar, uma a uma, todas essas vitórias.
Beijo grande e feliz aniversário!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A invasão...

E aí, de repente, surge aquele alguém. Aquele alguém que poderia ser só mais um alguém, mas , de um jeito que ninguém jamais conseguiu explicar ou definir, pra você vira o alguém.
Quando se dá essa transformação, as coisas complicam! Porque os outros sorrisos não têm a mesma graça, as outras ligações telefônicas não importam mais e os torpedos só atingem o alvo exato se tiverem partido desse determinado remetente.
Esse seu alguém - que talvez possa nunca vir a ser realmente seu - acaba te raptando. Você fica refém, fica inseguro, não sabe onde colocar as mãos.  E numa simples conversa, se pega perdido, capturando detalhes daquela boca, daqueles olhos lindos, sentindo o toque daquelas mãos nas suas mãos. Tudo é único e até a mais boboca das brincadeiras parece incrivelmente original.
Tudo assim, de repente. Contra a sua vontade, contra as previsões. Contra a lei das probabilidades, contra o universo. Contra tudo e contra todos, esse alguém chega e, sem que você perceba ou consiga controlar, finca raízes naquele lugar que você julgava ter dominado. Invadindo seu lote mais precioso, o seu mais valioso lugar. 
Sim...sem anunciar, esse alguém aparece e se instala no terreno tantas vezes arrasado pelas intempéries da vida. Ali, bem no meio do seu coração. E aí, uma vez feita a invasão, só resta torcer para que a construção tenha vista para a felicidade...
Por que não?

Da série: "a pergunta que não quer calar..." 105

Alguém lembra de um episódio, unzinho, que seja, no qual o plantão da Globo foi usado pra dar uma notícia boa?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Nós, a mídia, Rio e o Oscar...

Assim que soube da indicação da música do filme "Rio" ao Oscar de Melhor Canção Original, fiz um comentário que rendeu polêmica no Facebook. Escrevi o seguinte:
Alguns amigos entenderam a mensagem como uma espécie de depreciação do Oscar. E, mais que isso, argumentaram que a indicação não tem a função de atestar a qualidade das produções nomeadas - no caso, a canção composta por brasileiros.
Como aqui o espaço é maior, volto ao tema. Sei da importância do Oscar, claro. E, obviamente, não sou louco de questionar o talento, a competência e os méritos de Sérgio Mendes e Carlinhos Brown, os compositores da canção-tema ora indicada à premiação. O que me impressiona, sempre, é a abordagem de uma notícia como essa. Soa ufanista demais; praticamente uma galvaobuenização de um fato que, isolado, não vai mudar a história da produção audiovisual brasileira. Falta, a meu ver, deixar claro à população qual o sentido dessa categoria do Oscar, quem vota e o que, a rigor, ela representa dentro do universo hollywoodiano. Mostrar a indicação como uma conquista e, pior, dar à entrega do Oscar um tom de final de campeonato, sim, me parece uma atitude colonialista. Coisa de time com complexo de segunda divisão, que vive querendo uma oportunidade para ser reconhecido. Como se desse reconhecimento, via Oscar, dependesse o futuro da música e da produção cinematográfica no país. Over demais, não acham?
Além disso, algo que ia postar ontem, também no Facebook, mas preferi guardar aqui pro blog. "Rio" tem todos os méritos que a tecnologia pode dar, é um filme bem feito, alegre, colorido, feliz. Mas, fica a reflexão: o Brasil, e a Cidade Maravilhosa, em especial, aparecem na tela exatamente da mesma forma que Walt Disney mostrava, 50 anos atrás, nos célebres desenhos do Zé Carioca. Um grande estereótipo! Somos o país da banana, do samba, da floresta, da mulata e dos malandros. Em pleno terceiro milênio, Hollywood olha pra nós e nos enxerga do mesmo modo que éramos vistos na metade do século passado. E nisso, sinceramente, eu não sei se dá pra achar tanta graça...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sim, todo amor é sagrado...


Beto Guedes estava coberto de razão ao pensar nesse verso. Há algo de santo nesse sentimento que nos transforma, que muda o compasso das batidas do coração, faz nossa respiração degringolar e que pode, de uma hora pra outra, mudar nossa vida.
De mãe, de pai, de irmão, de avô, de avó, de amigo, de casal...
Sim, todo amor é sagrado!
E exatamente por concordar tanto com o verso de "Amor de índio", acho que pecam feio aqueles que jogam fora um amor por conta das mentiras e das demais oscilações de caráter. E não se trata de um pecado de cunho religioso, sequer de uma infração que possa gerar qualquer tipo de punição divina. Não é nisso que creio. A meu ver, esse pecado representa uma espécie de atentado que flagela o próprio autor, esse ser errante que, num ato de fraqueza, joga fora toda uma história, um vida, os sonhos, todas as conquistas e o que havia por conquistar.
Triste é perceber que não são raros os casos em que esses pecadores passam a vida a se lamentar pelo que tinham de precioso e descartaram...