quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quando o serviço de bordo vira desserviço...

A foto ficou bonita, mas o biscoito servido pela Gol é de última! E devia vir acompanhado de um sal de frutas!!!
Em fevereiro eu escrevi aqui sobre a tal crise aérea que aboliu os lanches decentes dos voos nacionais e instituiu a era do amendoim e das barrinhas de cereais. Entra ano e sai ano, relatórios e mais relatórios apontam para o crescimento do número de passageiros e...nada de comida nos ares!
Pois bem! No voo que fizemos ontem para Cuiabá - com conexão em Brasília - a Gol nos surpreendeu ao oferecer um pacotinho de biscoitos recheados. Salgados! Achei estranho de cara: sou da época em que só os biscoitos doces eram recheados...
A iguaria foi servida nos dois trechos. No primeiro, com sabor presunto. No trecho final, cheddar. Em comum: a total ausência de sabor. E um enjoo que derrubou todos os integrantes da equipe. É daquele tipo de biscoito que quem come não esquece - no mau sentido!
Picareta como ele só, Rogério Pereira, o cinegrafista, guardou um exemplar do maligno biscoito. Ele nos chantageia mostrando a detestável iguaria! Mas tenho a impressão de que, no fundo, o que ele quer é gravar bem a imagem desse biscoito nefasto para nunca cair no equívoco de passar perto das prateleiras de mercado que vendam essa porcaria!!!
E faz ele muito bem!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sobre Guerra ao Terror...

Produção mostra a rotina de um esquadrão antibombas em Bagdá. E os momentos de silêncio, como nessa cena, são fundamentais para revelar o clima angustiante de uma guerra...
Finalmente vi o vencedor do Oscar 2010. Foi na noite de domingo, no Telecine Pipoca. Gostei bastante. Mas, de cara, acho que é possível reafirmar a ideia de que essa não é uma produção que deve se eternizar na memória dos amantes da sétima arte. Bom filme, com imagens e montagem impressionantes, Guerra ao Terror foge do caminho óbvio e se sustenta nas opções estéticas da diretora Kathryn Bigelow - não por acaso, a primeira mulher a levantar a estatueta da Academia.
A câmera faz o estilo "nervosinha". As imagens têm o forte apelo do digital, e ganham um tom documental. E essas são escolhas que dão ao filme um impressionante tom de "verdade", como se aquelas imagens e aqueles personagens estivessem numa reportagem da CNN, relatando as dificuldades da vida numa Bagdá que ainda resiste depois de anos de intervenção militar americana. A montagem também é interessante, habilidosa. Revela ângulos surpreendentes e imprime um ritmo interessante - embora inconstante - à produção. Características que dão a Guerra ao Terror todos os méritos técnicos cabíveis.
Vamos à história: o filme mostra a rotina de um esquadrão antibombas, a companhia Bravo, que recebe o sargento James a 38 dias do fim da missão. Louco por uma adrenalina e um tanto inconsequente, James é o personagem que melhor explica a frase que abre o filme: "a guerra é uma droga". Frase que, explicada no fim, está longe de parecer associada a qualquer campanha humanista.
O filme tem alguns clichês, como o tom salvacionista conferido aos personagens de militares americanos. Mas o mais evidente deles é o do militar em crise por estar na guerra, percebendo-se ameaçado pelo risco de morte. Mas o drama é bem tratado - e nem sei se seria possível fugir dele num filme do gênero. E esse angustiado personagem é o responsável por muitos dos momentos de tensão vividos pelo espectador ao longo de todo o filme. Afinal, algo vai ou não dar errado com ele?
Honestamente, os diálogos não me cativaram. Não são ruins, longe disso. Mas parecem menos fundamentais para que se entenda o que se passa com aqueles homens pressionados por uma guerra sem perspectivas, num lugar inóspito e convivendo com a iminência da morte. Há exceções, como o momento em que um dos integrantes da Companhia Bravo revela o desejo de ter filhos e, chorando, desabafa: "Eu odeio esse lugar!". Forte. Essa força se repete nas duas últimas cenas da produção, protagonizadas pelo sargento James. Cenas que explicam a frase utilizada para abrir o filme...
Essa espécie de periferização dos diálogos, na minha opinião, é causada pela força dos silêncios. E são muitos os momentos em que só se ouvem a respiração dos personagens, além do som ambiente. Nada de textos! E é nesses instantes que o espectador se sente vivendo a Guerra ao Terror, tenso, preocupado, angustiado. Pra mim, retratar com tanta perfeição o clima tenso de quem vive a guerra é o ponto alto do filme.
Recomendo! Mas não sei se tudo isso fazia de Guerra ao Terror o merecedor do Oscar 2010...
E você, já viu? O que achou?
Comentaê!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sobre o Bolão do B@belturbo...

Bem amigos do B@belturbo, a disputa está mais acirrada do que nos gramados da África do Sul. Sim, senhoras e senhores, o Bolão tem quatro candidatos empatados em número de pontos. O primeiro critério de desempate é o óbvio: o número de resultados cravados. E eis que os quatro também seguem com a mesma quantidade de acertos: 1 para cada.
O segundo é a ordem das postagens. E só analisando esses dados foi possível chegar ao novo placar do Bolão, disponível na coluna da direita. E, cá entre nós: deu um trabalho danado!!!
Para a quinta rodada, uma novidade: esses critérios serão novamente zerados. Apenas a pontuação será mantida. Portanto, fiquem atentos: a ordem de publicação das apostas passa a ser, como anunciado na abertura do Bolão, o principal critério para a definição das posições na tabela.
Por agora, é só! Parabéns ao novo líder!
E vamo que vamo!!!

Sobre Brasil x Chile...

Vitória por 3 a 0 coloca o Brasil entre as oito melhores seleções do mundo...
10 breves considerações...

- O Brasil jogou bem. E em alguns momentos, de forma até bonita;
- O Chile está longe de ser um grande adversário;
- O que era o Loco, técnico chileno, esperneando aos 40 do segundo tempo? Será que ele achava que ainda seria possível reverter o placar?
- Sim, Kaká está empenhado em se tornar o bad boy da seleção brasileira;
- Michel Bastos encontrou o seu futebol. Mas às vezes eles ainda se desencontram;
- Galvão, a melação em torno do Kaká já tá demais, ok? Tá parecendo até que você é dono de parte do passe do atleta;
- Descobriram o que o Kleberson foi fazer na copa, né? Isso mesmo: nada;
- Robinho fez seu gol. Mas ainda tenho a impressão de que ele está em débito nesta copa;
- Felipe Melo já é a ausência mais celebrada desta copa;
- Pelo amor de Deus: quem é Gilberto Melo???

E você, o que achou?
Comentaê!!!

Bolão do B@belturbo - 4a. rodada

Brasil ou Chile? Chile ou Brasil?
A primeira partida da seleção no mata-mata decisivo traz mudanças pro Bolão do B@belturbo. Quem acertar o resultado - apontando vitória de uma ou outra equipe - marca 1 ponto. Quem cravar o placar passa a marcar 3.
É isso! Boa sorte a todos!
E pro Brasil, claro!!!

domingo, 27 de junho de 2010

Em 'Hiperativo', Paulo Gustavo confirma hipertalento...

Carismático, ator se firma em peça baseada única e exclusivamente em seu talento para contar causos engraçados. E bota engraçados nisso!!!
São poucos os atores que conseguem manter o público nas mãos durante um espetáculo totalmente baseado na falação. E é exatamente esse o mérito de Hiperativo, stand  up estrelado por Paulo Gustavo. Baseado numa frenética contação de causos, o espetáculo diverte a plateia e mostra que o ator, consagrado no monólogo Minha mãe é uma peça, tem talento para muito mais que um título.
Debochando de tudo, de todos - e de si mesmo - Paulo Gustavo faz graça com as "limitações" do gênero stand up, debocha das grandes - e pretensiosas - aberturas de shows, e conta uma série de histórias protagonizadas por ele, por amigos e por familiares. Ao ouvir frases como "Quando a pessoa vem feia, Deus indeniza", dita para justificar sua "beleza-depende", o ator conquista a plateia. Há momentos em que a risadaria é tão grande que, fanfarrão como ele só, o ator interpela: "Cala a boca, gente! Deixa eu falar!". E o público explode em nova gargalhada...
As histórias protagonizadas pela (já famosa0 mãe de Paulo Gustavo são geniais. E reiteram a genialidade desse ator que soube tirar da máxima de que "as mães são todas iguais" matéria-prima riquíssima, capaz de produzir tiradas de interesse universal. Não há quem não ria no teatro ao ouvir as aventuras dessa mãe um tanto neurótica, que liga para o filho e não deixa que ele pronuncia uma única palavra durante todo o tempo do telefonema.
E, a julgar pela quantidade de histórias que conta - e pela impressionante velocidade com a qual emenda umas às outras - Paulo Gustavo herdou esse dom: é um falastrão de primeiríssima qualidade! E dos mais engraçados!!!
Recomendo!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sobre Brasil x Portugal...

Empate sem gols contra os portugueses em jogo em que sobraram faltas e...faltou futebol!

10 breves considerações:

- Quem suspendeu o remedinho do Felipe Melo?
- É preciso que alguém diga a Josué o que ele deve fazer por ali;
- Sim, sem Elano, Kaká e Robinho a seleção brasileira fez a mais chata das partidas dessa Copa;
- Dunga aprendeu a lição e não amarelou ao substituir Felipe (nervosinho) Melo depois do amarelo;
- Sim, Dunga poderia ter aprendido antes que perdêssemos Kaká no jogo anterior;
- Estranhei não ver nenhum Manoel ou Joaquim na seleção adversária. Os portugueses de hoje já não são como os de outrora. Um verdadeiro atentado às tradições;
- Michel Bastos???
- Sim, você perdeu uma chance de aproveitar o "feriado" e dormir um pouco mais. Assim como eu;
- Ver Júlio César todo trabalhado na atadura parou o coração do Brasil. E o medo dele bancar a múmia na hora de um chute dos patrícios?
- Acho que aquele Cristiano é mesmo Ronalda. Se não for, minha gente, é porque não quer!!!

E você, o que achou?
Comentaê!!!