quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vingança de Figurinista - parte 13

Acho que poucas vezes testemunhei tamanha crueldade de um profissional responsável por vestir um apresentador de TV. Ou seria condecendência? Sim, porque, convenhamos, deve haver uma razão muito forte para explicar o fato de terem mandado - ou permitido - a apresentadora Keila Lima aparecer de pijamão no Manhã Maior, da Rede TV!.
Veja:
Foto postada no Twitter por @ThiagoRochaBR
É ou não é um pijama?
O fato é que vi a imagem e fiquei preocupado: de pijama e recebendo Regis Danese, a moça correu o sério risco de ser acometida de um sono profundo e, como diria @HugoGloss, subir com Zaqueu...

Manchetes de um mundo muderno...

Senhoras e senhores, nasce uma nova série no B@belturbo! O objetivo? Reunir aquelas notícias que, anos atrás, seriam impensáveis, inimagináveis. Aqueles fatos que no tempo do guaraná com rolha soavam como obra das mais inventivas mentes e que, hoje, os jornais mostram que são até corriqueiros. Ou quase...
Acho que dá pra gente se divertir com esse mote, hein?
Pra marcar essa novidade do blog, que tal a manchete do Extra Online?

Clique na imagem para ler a reportagem
Cá entre nós: no tempo da vovó essa manchete não ia parecer obra de algum erro de digitação?
Se você tiver outras Manchetes de um mundo muderno e quiser dividir com a turma do B@belturbo, envie para a HotLine.

Tia Gracy...


Há três anos, pra comemorar o aniversário de 80 anos da minha vó, eu resolvi fazer um documentário sobre a vida dela. A proposta não era fazer nada pretensioso, nem experimentar inovações na linguagem ou na narrativa: queria, afetivamente, prestar uma homenagem à dona Zezé, que dedicou boa parte de seus 80 anos a nos dar tanto amor.
O projeto incluiu duas viagens e entrevistas com boa parte da família: entre irmãos, filhos, netos e bisnetos, quase 30 pessoas.
Foi uma ralação danada: depois de finalizadas as gravações - que fazia nos finais de semana - passei algumas madrugadas editando o filme para que ele ficasse pronto a tempo da exibição, agendada, não por acaso, para acontecer no dia da festa de aniversário da minha vó.
O resultado me deu muito orgulho. Mais que ver o filme com toda a família, naquela noite, vi minha vó emocionada, feliz e, o mais importante, ciente do amor que todos sentimos por ela.
Ela, que vendia saúde, morreu de repente, cinco meses depois daquele dia tão especial...
Minha vó (de azul) dança com tia Gracy
na festa de 80 anos, em 2007
Ter feito esse filme e ter proporcionado - e vivido - momentos tão marcantes por conta dele me ajudaram bastante a superar toda a tristeza que veio junto com a morte da minha vó. E, além disso, eu não percebi que esse documentário tinha outro valor: o registro das histórias e dos personagens da minha família. São várias gerações eternizadas ali, em áudio e vídeo. Uma recordação que todos nós teremos para sempre...
Hoje, mais um personagem dessa história se foi. Tia Gracy, irmã mais velha de minha vó, foi passear com ela entre as nuvens. Sempre tão afetuosa, alegre, brincalhona, dançando e contando casos nas festas da família, aquela senhorinha de voz rouca e boa memória se foi, claro, já deixando muitas saudades.
Vai com Deus, minha tia! E leve um beijo cheio de amor pra minha vó...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sobre o Projeto #FichaLimpa...

Acompanho com pesar todos os subterfúgios de que têm se servido muitos dos deputados para tentar impedir a votação do projeto que mais mobilizou a opinião pública nos últimos tempos. É vergonhoso ver o legislativo dar as costas para o interesse público sempre que vê, de uma forma ou de outra, seus próprios interesses ameaçados. É vergonhoso termos representantes dessa categoria.
Mas, mais vergonhoso que tudo isso, é saber que somos nós os responsáveis por termos essa representação tão...desqualificada.
Reflita: 2010 é ano de eleição...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sobre o barco das nossas vidas...

Hoje, por uma série de fatores, uma constatação atarantou minha cabeça até vir para aqui, em seu devido lugar. Muito para poder dividí-la com vocês, mas, sobretudo, para que eu mesmo me lembre dela, de sua verdade e de sua força.
Então, lá vai:
A gente passa tempo demais se deixando levar por um barco sem se dar conta de que o comando está em nossas mãos. Uma escolha equivocada. Acionar o piloto automático da covardia em águas turvas pode ser cômodo, mas é, também, uma escolha arriscada, que pode conduzir a um destino indesejado.
Bora comandar?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ampulheta...

Passou silencioso, sem deixar rastros. Mudou o sentido das coisas, trocou prioridades, inverteu opiniões. Transformou visões, abrandou sentimentos antigos e fez brotar tantos outros, novos, que nem se sabe ao certo como nomeá-los.
Em minha cabeça, tua passagem foi assim: despercebida. Mas só dentro dela parece ter sido desse jeito. Afinal, quando abro os olhos, tudo o que vejo, por mais sutil que pareça, atesta a força de tua viagem. Ruidosa, barulhenta, avassaladora. Vejo pistas de tua caminhada implacável nas árvores de hoje, mudinhas de outrora. Na beleza das moças que, dia desses, dormiam, miúdas, em meu colo. E no volume incalculável de problemas cotidianos, coisa que nem sonhava existir antes de perceber que estavas trilhando esse teu caminho interminável, que ninguém sabe onde nos levará.
Antes, tudo era simples. A alegria era tão simples, tão certa. A vida era simples, leve...
Viver era mais fácil antes que tu, tempo, resolvesses passar assim...tão rápido. 

domingo, 2 de maio de 2010

Noite na Gambiarra confirma: é chato ser famoso!

Estava na Festa Gambiarra ontem. O evento surgiu - e ganhou força - entre a classe artística e isso explica a grande quantidade de famosos que curtem o estilo descolado da festa a cada edição. Nessa madrugada, o padrinho da Gambiarra estava lá. Até aí, tudo bem. Não fosse o padrinho da Gambiarra ninguém mais, ninguém menos que Reynaldo Gianecchini.
Fiquei impressionado com a histeria da mulherada em cima do sujeito. Certamente devem ter sido raros os momentos nos quais o ator teve a oportunidade de curtir a balada como um simples mortal, tal a quantidade  de pedidos de fotos e cumprimentos de suas fanáticas admiradoras. Sim, e admiradores também.
No fim da noite, era visível que o humor do astro já não era mais o mesmo ao atender tais pedidos. O sorriso já soava armado e a simpatia era nitidamente fabricada. O que, convenhamos, é plenamente justificável: o caro foi o centro das atenções o tempo todo!
É claro que Gianecchini não é um coitado, é rico, saudável e tem todas as condições de levar uma vida boa, sem sobressaltos. Mas fiquei meio impressionado quando, ao deixar a festa, ele passou no meio do meu grupo de amigos com uma cara assustada, de quem precisa carregar o peso de ser olhado/observado/questionado/solicitado/questionado/investigado o tempo todo. Sem falar, é claro, na imprensa registrando todos os passos do sujeito, como atestam todos os sites de celebridades nesse domingo...
Portanto, pense bem antes de querer ser famoso, ok? Pode ser bem chato!