quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Carta aos mestres...

Dia desses, num almoço de família, encontrei um rosto familiar. Seria óbvio, não fosse o fato de que a dona do rosto não é minha parente. Era Sônia, uma professora de Ciências dos tempos do primário. Lá se vão uns 20 anos e fiquei impressionado com o fato de ainda lembrar dela com tamanha clareza...
Nunca fomos especialmente próximos, mas, na hora, percebi a razão que me fez guardá-la comigo por todos esses anos: numa de suas aulas, ao falar sobre o tema água, Sônia ligou um gravador e colocou para tocar uma fita cassete - sim, eu disse que faz 20 anos!!! Amanda Hora, por exemplo, nem devia ter nascido ainda... - com a música Planeta Água, do Guilherme Arantes. Lembro de termos ficado todos em silêncio, ouvindo a canção e impressionados com o prazer que aquele momento parecia despertar na professora. Foi, não tenho dúvida, um instante de comunhão. Único. Tão forte que sou incapaz de saber sobre o que tratamos depois. Mas ficou, num lugar empoeirado do meu cérebro, a imagem daquela professora comprometida em surpreender os alunos e oferecer uma aula diferente, rica e especial.
Encontrei Sônia e não tive coragem de cumprimentá-la. Bobagem dessa minha timidez! No finalzinho do dia, nós nos despedimos e, aí sim, trocamos umas breves palavras sobre aquele tempo. E eu perdi a chance de dizer à minha mestre como aquela cena, talvez até corriqueira, ficou marcada em mim...
Hoje, 20 anos depois, trabalho com e para professores. Viajo o país e conheço os mais variados tipos, ouço os mais diversos sotaques e sou apresentado a várias maneiras distintas de se pensar e de se fazer a educação. E vejo que, ao contrário do que parece ser o senso comum, há muitas Sônias espalhadas pelas escolas brasileiras! Pelas escolas públicas desse país! Sônias e Sônios comprometidos em criar, em contribuir, de fato e com qualidade, para a formação da nossa criançada. Profissionais que lutam diariamente contra os mais diversos obstáculos para, de alguma forma, ajudar a erguer as bases para uma sociedade mais justa e mais feliz. Profissionais que deviam ser o orgulho de todos nós!
A esses profissionais, hoje, mando um abraço fraterno. Aos que me assistem pela TV, pela internet e, de um modo muito especial, a todos que, cada qual a seu modo, contribuíram para que eu pudesse me tornar o homem que sou.
Feliz Dia dos Mestres!
E você, também tem um mestre inesquecível?
Comentaê!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Jumping to the future?

Contei aqui dia desses que voltei a malhar. Tem sido gostoso, tem ajudado a relaxar depois dos intensos dias que tenho vivido no trabalho...
Pois bem, minha cálega Bárbara Pereira está malhando comigo. E hoje resolvemos meter o pé na cama elástica e fazer uma aula de power jump. Aliás, não sei se o nome é power jump ou só jump. Mas o que importa é que, pra mim, devia ser punk jump!!! Sim, caros, foi muuuuito punk!
Antes, quando via o povo quicando em cima daquelas caminhas elásticas, dançando de um jeito meio engraçado, achava que aquelas aulas eram pra gente café-com-leite, que não consegue correr na esteira ou fazer as radicalíssimas aulas de spinning.
Achava...
Entramos no salão, cálega e eu, pegamos nossas camas elásticas e lá fomos nós. Sem exagero: no terceiro pulo eu já vi que o buraco era beeem mais embaixo! E senti todo o power de uma aula de jump. Pulava, arfava, suava que nem um cavalo e implorava aos deuses para que o ar chegasse rapidinho aos meus pulmões desprovidos de fôlego. Fôlego que, diga-se de passagem, eu perdia não só por conta do rigor do exercício, mas, também - e principalmente - pelas crises de riso motivadas pelos desencontros com as coreografias propostas pelo professor.
E por falar no professor, o cara é fera! Gente boa, atencioso e empenhado em motivar os novatos. Só não entendi porque, durante a aula, ele me dizia para ir mais devagar. Afinal, meus pulmões e meus batimentos cardíacos não me davam mesmo nenhuma outra opção!!!
Depois dos primeiros trinta minutos, já gostando daquela farra, comecei a sentir a musculatura bem contraída. Sobretudo no abdôme - sim, quem tem barriga aqui? Hein? Hein? - e, claro, nas pernas. Foi quando o professor, que eu já queria matar à essa altura, deu o comando para uma sessão de abdominais. E eu, então, comecei a sentir saudades dos pulos descontrolados sobre a cama elástica...
Foi uma experiência, digamos, lúdica. Que devo repetir outras vezes, na esperança de me sair melhor - e menos cansado - nas próximas vezes...
A grande ironia do destino está no fato de apresentarmos, Bárbara e eu, um programa chamado Salto para o Futuro. Em inglês, algo como Jump to the future. E foi lá, na redação, que uma amiga disse, tentando nos incentivar a ir para a academia:
- Vão malhar! Afinal, meu emprego também depende da boa aparência de vocês!

O que a gente não faz pra manter o emprego dos amigos, né?

Da série: "a luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 36

Depois que li na coluna do Flávio Ricco que Roberto Justus deve ter um especial musical (?!?!?) na programação de fim de ano do SBT, decidi: vou passar bem longe do canal de Silvio Santos em dezembro! Vai que eu dou o azar de sintonizar bem na hora, né?

Maitê Proença, os patrícios e o politicamente correto...

O mundo desabou sobre a cabeça de Maitê Proença hoje, depois que um vídeo de 2007, exibido originalmente no Saia Justa, foi descoberto pelos portugueses. Ao contrário do que houve há 509 anos, a descoberta não encheu de brilho os olhos lusitanos. Fazendo piada com o portuguese way of life, Maitê irritou os patrícios e foi chamada de preconceituosa. A pendenga repercutiu tanto que, hoje mesmo, a eterna Dona Beija gravou um vídeo, pedindo desculpas pela polêmica brincadeira.
Esse episódio dá a medida de como o fenômeno do politicamente correto tem se fortalecido nos últimos tempos. E de que como esse fato ameaça o humor. Isso porque, quando o assunto é fazer graça, reparem, em 99,9% dos casos, a piada gira em torno de rir de...alguém. E ninguém ri do que lhe parece igual. A gente - que é humano - ri do diferente. Sempre foi, sempre será assim! O limite, claro, é o bom senso.
No polêmico vídeo, Maitê não diz: "os portugueses são burros!". O que ela faz é rir dos procedimentos e dos costumes desse povo que, de fato, são muito diferentes dos nossos. E isso não faz deles menos ou mais importantes que nós. E quem não ri? E qual dos portugueses não ri do que considera excêntrico no comportamento brasileiro? O que Maitê Proença fez foi uma caricatura desses costumes, algo muito comum, inclusive, entre os que têm familiares portugueses...
Essa história tem, ainda, um outro dado. Que, ao menos pra mim, ficou claro: nós, brasileiros e portugueses, estamos muito distantes. E não há acordo gramatical que seja capaz de encurtar essa distância. É a distância da mágoa: da nossa parte, por termos sido colonizados, explorados e forjados -como povo - de um modo do qual discordamos profundamente; da parte deles, por terem sido deixados por seus governantes em momento tão duro de sua história e, assim, passarem a ver a criatura brasileira crescer, aparecer e superar o criador português.
Uma distância boba, que precisa ser superada, deixada de lado. Nesse dia, enfim, riremos, cá e lá, de todas as piadas, estereótipos e situações típicas de portugueses e brasileiros.
E você, o que acha?
Comentaê!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vingança de Figurinista - PARTE VIII


Juro que gostaria muito de saber o que de tão grave o Jô Soares fez ao figurinista do programa. Sim, porque a combinação d gravata estilo "lona de circo" com o paletô de veludo VERDE equivale a uma bomba atômica lançada contra o bom gosto de qualquer sujeito...

Tô namorando!

Nossa paquera vem de longe. No início, fiquei meio assustado, entimidado com tudo o que você me oferecia. Mas não posso negar: você me seduziu desde o primeiro instante...
Quando estava meio perdido, optei pelos caminhos que me pareceram mais fáceis. Tinha medo do novo, do desconhecido. E, boboca, acabei deixando você de lado.
Agora, volto aos teus braços. E sou muito, muito feliz por você me aceitar sem mágoas, como quem não sabe das minhas andanças por aí. Recomeçamos do zero. Eu, você. Você, eu.
E o que me deixa ainda mais feliz é o alívio de saber que você não espera que eu lhe seja fiel...
Sim, amigos! Tô namorando! Tô namorando o Facebook.

Kiki, a cadela picareta...

Faz quase dois meses que a poodle Kiki, mascote da minha casa e desse blog, sofreu um grave acidente. Pra quem não lembra, resumo: ela foi fazer graça com uma vira-latas 3x3, tomou um safanão e teve o fêmur deslocado. Sim, leitor: a vira-latas Gretchen desmontou minha cachorrinha!!!
Desde então, Kiki vem se recuperando lentamente. Toma a medicação com (muita) resistência e, claro, aproveita todas as oportunidades possíveis para fazer manha. E, é claro, manca...
Ontem, num almoço em família, deu-se o milagre: como se nada tivesse acontecido e, pior, como se quisesse fazer presença para os convidados, a danada da cachorra passou a desfilar de um lado pro outro sem mancar. Isso mesmo, com o maior focinho de pau! Achei graça da situação e, obviamente, fiquei feliz com o restabelecimento da danadinha. Sobretudo por notar que a baba que gastei no veterinário não tinha ido por água abaixo...
Mas o pior estava por vir: não é que alguém sacou que, sempre que minha mãe está por perto, Kiki manca? Sim, leitor! Posso até jurar que ela chega a ensaiar uma cara de cadela-sofrida! Ou seja: depois de nove anos, descobrimos que, definitivamente, nossa cachorra é uma picareta!!!
Cada uma...